domingo, 4 de julho de 2010

BRASIL NA COPA DO MUNDO 2010

Caros amigos,
li na edição do dia 03 de julho de 2010 (um dia após a derrota do Brasil para a Holando por 2x1 nas quartas de finais da copa), este texto que retrata bem o que foi a participação da Seleção Brasileira.
(O texto foi colocado na primeira página do caderno super esportes e veio sem o nome do autor).

CHORAMOS A LÁGRIMA INEVITÁVEL

Desde que te formaste, pouco formosa, me ganhaste o amor automático, o amor BUROCRÁTICO, sem paixão. O amor quase obrigatório, incompleto.
Procurei, então, algo de mim em ti. Algo dos campos de pelada, das pelotas feitas de meia, da terra e da poeira que se impregnam nos pés de MENINO em suas primeiras trocas de carícias com a bola.
Procurei um pouco da ginga que aqui aprendemos cedo. Um pouco do bailado corporal que insinua o movimento e engana o adversário. Procurei o DRIBLE, a finta, o rabo de vaca, o banho de cuia; procurei a caneta, o elástico, a folha seca.
Procurei, enfim, algo capaz de lembrar, ao menos minimamente, que representas uma criação original. Representas, para o mundo, o caso de um povo que elevou um esporte ao mais alto nível da ARTE.
Não achando nada disso, busquei ao menos o espírito. A AMBIÇÃO DO GOL, o destemor, a ousadia. Busquei tateando com as mãos uma luz que os olhos não enxergavam por mais que tentassem.
Ainda que não te reconhecesse e te amasse pela metade, te escutei esbravejar e se gabar de tuas vitórias e feitos. Vi-te bradar novos tempos e fantasiar-te com outros costumes e crenças - passaste a se vangloriar do garbo com que te defendias e da agudez do teu CONTRA-ATAQUE.
Assim, partiste em mais uma aventura mundo afora. Atraíste todas as atenções apenas para revelar aos povos que já não carregavas a MAGIA e a glória das nossas antigas gerações.
Ainda chorando a lagrima inevitável, te amamos com o mesmo amor incompleto e obrigatório, porém agora esperançoso ao te ver prenhe para, daqui a quatro anos, aqui mesmo, na nossa casa, apresentares ao mundo novos e dignos representantes do que gloriosamente entendemos por FUTEBOL BRASILEIRO.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

PARA REFLETIR E AGIR:
[...] DESEJOS SÃO INTENÇÕES SUPERFICIAIS,
SONHOS SÃO PROJETOS DE VIDA.
DESEJOS NÃO RESISTEM AO CALOR DAS PERDAS,
SONHOS CRIAM RAÍZES NAS DIFICULDADES.[...]
(Augusto Cury)

terça-feira, 24 de março de 2009

GDF SEM CRÉDITO

Todo ano é a mesma coisa. Na hora de negociar o aumento dos professores, vemos campanha do GDF informando que o professor do Distrito Federal é o mais bem pago do país. É verdade que o professor daqui tem o salário melhor do que nos outros estados da Federação (coitado dos demais professores).
O que não é comentado é que o Distrito Federal tem o custo de vida mais caro do que outros estados, que o transporte público aqui é o mais caro do país, que o imóvel daqui é mais caro do que os outros grandes centros, e principalmente que esta remuneração que o GDF paga aos seus professores (piso salarial de R$ 3.227,87, com todas as gratificações incluídas, incluindo a dedicação exclusiva), é uma das menores pagas entre as carreiras do Distrito Federal.
Vejamos:
Auditor Tributário - R$ 14.028,28
Delegado de Polícia - R$ 13.368,68
Fiscal Tributário - R$ 8.934,37
Policial Militar (2 tenente) R$ 7.961,97
Bombeiro ( 2 tenente) R$ 7.961,97
Agente de Policia Civil R$ 7.514,33
Médico R$ 7.006,50
Analista de trânsito R$ 5.849,75
Enfermeiro R$ 4.847,10
Músico R$ 4.542,79
(Fonte sinpro/df)
A carreira de professor ocupa a décima nona (19) posição entre as carreiras quando se trata de piso salarial, e a vigésima primeira (21) quando se refere ao teto salarial.
Um Governo que não cumpre uma lei já aprovada (aumento de 19,98%), e que omite fatos para enganar a população, não é que não tenha crédito para pagar professores. Um governo assim, "não merece crédito".

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O ESPORTE COMO FONTE E FRUTO DE EDUCAÇÃO E DO LAZER

Participando do I Seminário de Políticas Públicas para o Esporte e o Lazer, promovido pela UnB, como coordenador do Grupo de Trabalho de Esporte e Saúde Coletiva, a partir do trabalho apresentado por diversos alunos e professores, eescrevi o texto abaixo que deixo para críticas e sugestões.
Muito se tem discutido sobre o esporte. De instrumento único a vilão da educação física escolar, o esporte já enfrentou várias críticas, enormes oposições e inúmeros tratados. No entanto, por qualquer ângulo que se observe não há como negar a sua força como um dos principais componentes da cultura corporal de movimento. Sempre defendi que o culpado por esta tentativa de afastamento da educação física, principalmente a partir da década de 80, não era o esporte em si, mas do uso que se fez dele durante a época da ditadura militar em nosso país.
Apesar de tudo, o esporte sobrevive, cada vez com mais força, alavancado pela mídia e pelos fabricantes de produtos esportivos. Isso poderia até ser considerado positivo, não fossem os objetivos deturpados por formadores de opiniões despreparados e a exacerbação do consumismo.
Quando se fala do esporte, conceitualmente o definimos como uma prática corporal composta de regras e organizações definidas, praticadas de forma competitiva. No entanto esta prática que parece fechada a modificações, possui uma maleabilidade quando se transforma em jogos adaptados, em jogos pré-desportivos, e em brincadeiras infantis plenas de ludicidade. O esporte dá origem a inúmeras atividades que são absorvidas pela rua, pela escola e hoje em dia por atividades virtuais, através dos “vídeos games”.
Cabe ressaltar que, acima de tudo, o esporte deve ser visto prioritariamente como fonte de lazer espontâneo, e também, como parte integrante do processo educativo de qualquer pessoa que tenha oportunidade de praticá-lo. A oferta de oportunidade deve ser papel importante da escola por ser uma instituição por onde deve passar todo cidadão. Oferecer a oportunidade não significa especializar os alunos, mas, colocá-lo em contato com as diversas modalidades, ensinar-lhes os movimentos básicos que darão a condição de usar estes conhecimentos como instrumento de lazer e para os que se interessarem, o encaminhamento para o aprimoramento.
Não restam dúvidas que o esporte tem uma forma espontânea de ser aprendido e praticado. João Batista Freire coloca muito bem em seu livro “Pedagogia do Futebol” que existe uma “pedagogia da rua” e uma “pedagogia da escola”. Enumera virtudes e defeitos em cada uma das pedagogias citadas, entre elas cita a ludicidade e motivações incorporadas na “pedagogia da rua”, ao mesmo tempo em que ressalta a crueldade em que ela trata os menos hábeis. Aponta na “pedagogia da escola” a excessiva diretividade, mas ao mesmo tempo a obrigatoriedade da inclusão, da preocupação com as atitudes e valores que devem ser incorporados pelos praticantes.
No meu modo de ver, a pedagogia da rua enaltece o talento, a da escola deve privilegiar o método. A da rua enxerga a competição como uma exaltação ao mais hábil, a da escola deve tratá-la como um retrato momentâneo e compreensivo da capacidade individual e/ou coletiva.
O esporte não deve ser examinado apenas pela ótica da sua prática. Ele nos fornece um imenso manancial para reflexões sobre a realidade, sobre a sua (des?)organização, sobre os fatores positivos e negativos que podem estar inseridos nele, reflexos dos problemas e virtudes da história social contemporânea.
Em nosso país, verificamos a falta de políticas públicas para o esporte, decisões incoerentes e uma prática muitas vezes inconsistente nas escolas. No esporte de alto rendimento, um constante desvio de verbas nos altos escalões ligados ao esporte (ministérios, secretarias, confederações, federações, clubes, etc.) retrata uma sociedade em que o esporte tem sido vilipendiado tanto nos seus aspectos morais como financeiros.
Mas do que nunca se faz necessário, uma mudança radical na forma que o esporte tem sido percebido, tratado e dirigido. Isso só acontecerá a partir da conscientização da sociedade, da preparação de profissionais que realmente enxerguem de maneira responsável as possibilidades educativas do esporte, de estudos que apontem de forma clara métodos de atuação, não só nos aspectos motores, mas na compreensão do esporte como um bem cultural que não pode ser de forma nenhuma desprezado.
Não é suficiente preparar apenas professores para ministrarem aulas ligadas à prática esportiva, é necessário preparar pessoas para tratarem da gestão do esporte. Chega de aventureiros despreparados que se lançam no esporte, sabedores da sua repercussão social, para obterem ganhos políticos; chega de formadores de opiniões que usam a mídia para transmitir idéias distorcidas do que é uma competição esportiva; chega de “técnicos-boleiros” para inserir a criança no mundo esportivo; chega de entregarmos a direção do esporte nacional à ex-estrelas ou a políticos de ocasião.
O esporte merece respeito e estudos. Seminários, debates, conferências e pesquisas sobre o tema, são fundamentais para preparação de profissionais, o que, por conseqüência, ajudará a preservar o esporte como fonte e fruto de educação e lazer.

sábado, 15 de novembro de 2008

AOS QUE FARÃO CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSORES

Desejo boa prova à todos.
Desejo que passem os que realmente se preocupam com a qualidade da educação física na escola, pois precisamos mais do que nunca de bons professores.

Espero que passem aqueles que querem trabalho e não um emprego;
aqueles que lutem e não os que reclamem;
aqueles que se dediquem e não os que descansem
aqueles que façam jus a cada centavo do que ganham e não aqueles que justifiquem as péssimas aulas, pelo salário insuficiente.

Esses, tenho certeza, terão ajuda divina, pois todos os dias os alunos rezam para ter um professor assim.