domingo, 28 de setembro de 2008

AGRADECIMENTO

Não poderia deixar de agradecer ao jornalista Juca Kfouri por me convidar para o seu gabaritado "JUCA ENTREVISTA". Mostrou-se corajoso ao dar espaço a uma pessoa que não está na mídia abordando um assunto que pode não interessar muito ao grande público: a iniciação esportiva, a educação escolar, a falta de infra-estrutura no esporte tanto de base como de alto rendimento.
O seu alto conhecimento (sobre educação e sobre esporte) e a forma leve com que conduziu a entrevista, permitiram que eu discorresse sobre algumas idéias relativas à educação física e ao esporte.
Espero que mais jornalistas sigam esse exemplo, convidando professores e especialistas nestas áreas para debater assuntos tão importantes.
Não podemos mais perder horas na televisão ouvindo comentários sobre vitórias incontestáveis, derrotas injustas, erros de arbitragem, vida pessoal de jogadores, fofocas internas de clubes de futebol, enquanto outros esportes e atletas são cobrados por medalhas, entregues ao sacrifício e ao esquecimento. Do outro lado, dirigentes se locupletam e usam a mídia para promessas de novos projetos que não levam em conta a realidade do país.
Que outras vozes apareçam, que novas oportunidades se abram!

ÉTICA E DESCULPAS

Fiquei profundamente surpreso e comovido com a repercussão que a carta “DESCULPAS AO ESPORTE E AOS ATLETAS BRASILEIROS” teve em todo o Brasil(http://espnbrasil.terra.com.br/jucaentrevista/noticia/7085_AUDIO+DESCULPAS+AO+ESPORTE+E+AOS+ATLETAS+BRASILEIROS - clicar em mural para visualizar comentários) . Ao mesmo tempo senti uma força muito grande nas pessoas que comungavam o pensamento expresso no texto.
Professores, pais, atletas, ex-atletas, técnicos e muitos outros brasileiros, de diversas áreas, manifestaram sua indignação nos diversos blogs, (http://blogs.espn.com.br/mural/?p=254, http://oficinadegerencia.blogspot.com/search?updated-max=2008-08-26T14%3A24%3A00-03%3A00&max-results=20), demonstrando senso de cidadania, gana em fazer valer seus direitos, suas idéias, e buscando instrumentos para transformar esse quadro perverso instalado nas diversas áreas do nosso país.
Sabemos que pessoas assim, infelizmente, fazem parte de uma minoria, mas tenho certeza também, que estes são os responsáveis por uma possível mudança, e por isso mesmo, a responsabilidade delas aumenta muito. Responsabilidade de conscientizar os que lhe são próximos, de cobrar dos que assumem cargos um desempenho que demonstre compromisso com o país.
Falar só não basta, indignar apenas não resolve, é necessário ação. Ação para cobrar educação, dignidade, respeito. Ação que começa na própria casa, na própria rua, no próprio bairro, no seu local de trabalho.
Devemos estar conscientes que cobraremos e seremos também cobrados.
Ética é quando respeitamos e executamos normas comuns para respeitar e preservar o bem de todos. Isso requer consciência, requer determinação e principalmente uma ação constante de vigilância sobre nossos atos.
Que estas “desculpas” tenham sido escritas para que cheguemos um dia em que não será mais necessário pedir desculpas.

UM POUCO DE SAUDOSISMO (2)

VÍDEO DO 1º CAMPEONATO NACIONAL PARA BRASÍLIA

UM POUCO DE SAUDOSISMO (1)





BASQUETE DE TEMPOS ATRÁS




Para os que reclamam de quadra aberta ou ginásios com piso duro, vai aí uma foto do Oscar jogando um torneio em Goiânia, em quadra aberta, até porque nesta época existiam poucos ginásios disponíveis.

domingo, 14 de setembro de 2008

Desculpas ao esporte e aos atletas Brasileiros

Vendo os atletas brasileiros pedindo desculpas pela não obtenção de medalhas e sobre o que se faz pelo esporte no Brasil, resolvi escrever este texto que na minha opinião reflete sobre quem deve desculpas a quem.

Abraços, Ronaldo Pacheco

DESCULPAS AO ESPORTE E AOS ATLETAS BRASILEIROS

Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;

Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;

Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;

Desculpem pela falta de incentivo na base;

Desculpem pela falta de praças esportivas;

Desculpem pelo discurso de que "o esporte serve para tirar a criança da rua" (é muito pouco se for só isso!);

Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;

Desculpem se muito cedo lhe tiraram o "esporte-brincadeira" e lhe impuseram o "esporte-profissão";

Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;

Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um "exame de faixa";

Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.

Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;

Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;

Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;

Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;

Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;

Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);

Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a "Lei do Gérson" (coitado do Gérson);

Desculpem pelos secretários de esporte de "ocasião", cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);

Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;

Desculpem por pensar em organizar "Olimpíadas" se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;

Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se "exilarem" no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;

Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.

Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;

Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;

Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;

Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;

Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

sábado, 13 de setembro de 2008

Curriculo


Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho, nascido em 1958, no Rio de Janeiro e residente em Brasília desde 1960. Graduou-se em Educação Física em 1980, pela Faculdade Dom Bosco de Educação Física, tendo feito mestrado na mesma área em 2001. Especializou-se em Psicologia do Esporte em 2003.

É professor da Secretaria de Estado de Educação do DF, desde 1980, cedido à Universidade de Brasília, e professor da Universidade Católica de Brasília desde 1996.

Trabalhou com basquetebol em todas as categorias (de mini a adulto), nos gêneros masculino e feminino, com vários títulos conquistados em Brasília, tendo em 2007 recebido a Medalha de Mérito Desportivo do Distrito Federal, por fazer parte, como auxiliar-técnico da equipe Universo-BRB que conquistou o título Brasileiro de Basquetebol na temporada 2006-07.